segunda-feira, 30 de março de 2020

O início não tão rígido.

Todos nós não tínhamos ideia da gravidade da pandemia. Levamos a nossa vida quase que normal. Até 17 de março quando tivemos muito mais informações e fizemos um levantamento do que tinha em casa daqueles itens que mais usamos. Não saímos mais por qualquer coisa e nossas caminhadas foram deslocadas para quase de madrugada para não ter contato como outros caminhantes e manter nossa parte física no rítmo que vínhamos mantendo. Como já contei na primeira postagem, nosso residencial, apesar de ter em torno de 160/170 residências, grande parte delas fica fechada por serem de veraneio. Os moradores são poucos e bem distribuidos ficando afastados uns dos outros. Não há a figura do "vizinho de porta".
Na Sexta-feira, 20 de março, resolvemos fazer compras para abastecer a despensa e ter um período maior entre uma ida e outra ao comércio. Foi quando os nossos amparadores do intrafísico, em uníssono, começaram a puxar nossas orelhas para que não arredássemos os pés do nosso bunker. Um deles chegou a pedir que não saíssemos de dentro de casa nem pra ir ao pátio ou às áreas (da frente e dos fundos). As três filhas uniram-se para nos ditar as regras que seriam usadas no nosso isolamento do mundo que se tornou mais cruel. São elas as nossas amparadoras tanto da mente quanto das coisas físicas e materiais.
Foram elas que estabeleceram que a mais nova vai fazer as compras e saídas para nós e está funcionando muito bem até que...
No dia 27 as netas vieram junto com a camila me trazer compras. Ela deixa as compras penduradas no portão. Nós as pegamos higienizamos para depois guardar. As duas vieram correndo e a pequena tentou abrir o portão e eu tive que dizer que não. A grande me respondeu, quando passar a gente se abraça. A pequena fez uma carinha de quem não estava entendendo nada. Doeu e está doendo. É a pior parte desta insanidade.
Pois recebi delas o melhor apoio que precisava e conseguiram me tirar de uma situação ruim.
No plano espiritual, em certos assuntos que me proponho escrever sobre, sinto que a verve é quase uma conversa com meu amparador que  que já me deu sobejos motivos para até dialogar com ele mentalmente em várias outras situações de aflição, angústia e até de alegria.

domingo, 29 de março de 2020

Pandemônio da pandemia: A preparação imperceptível

Pandemônio da pandemia: A preparação imperceptível: Analisando os acontecimentos que impactaram em minha vida e da minha famíli em Itaara, dei-me conta de diversos fatos que de uma maneira ou ...

A preparação imperceptível

Analisando os acontecimentos que impactaram em minha vida e da minha famíli em Itaara, dei-me conta de diversos fatos que de uma maneira ou outra criaram condições para que a companheira e eu ficássemos protegidos e isolados com toda a segurança.
Moro em condomínio horizontal com um fator primordial nestes tempos: pouquíssimo trânsito de pessoas estranhas. Só o contato com o pessoal de serviços de que necessitamos. Os espaços são amplos e nem todas as casas são habitadas pois a maioria ainda é de residências de veraneio.Éo nosso Éden, nosso Paraíso.
Em fevereiro deste ano, nossa filha que morava conosco juntamente com as filhas, resolveu inesperadamene mudar-se para a casa do pai da filha menor.  Mudança radical que nos pegou de surpresa, apreensão e certa tristeza pelo natural afastamento das netas que desde o nascimento estiveram sempre no nosso lado.
Mas essa cortada de umbigos múltipla, com a incisão cirúrgica de um ninja nipônico, foi fundamental para termos agora o distânciamento ideal de nossas meninas e o amparo logístico feito pela fílha e genro facilitado pelo uso de veículo.
Esse distanciamento é cruel e extremamente necessário. Dolorido, é apaziguado pelos momentos em que fazemos chamadas de vídeo com elas e ouvimos "schoitch (boanoite) ámo  pechoo (beijo) da pequenina Allana. A Aylla é mais tagarela e já sabe interagir pelo cel e nos dá a alegria de poder conversar e explicar a ela  o por quê da separação. Dois anjinhosem nossas vidas.
No início de Março/2020, resolvemos assinar a Netflix, para assistirmos filmes pois nos canais dos pacotes a renovação dos títulos é muito mais lenta e as séries você não comanda. Ponto positivo para entretenimento durante esse calvário.
Falei em chamada de vídeo. Outra coisa que impactou positivamente no nosso retiro forçado. O celular antigo da companheira havia estragado e estávamos pensando em comprar um novo. Pois num impulso, fizemos um up grade pra ela no início de março e ela que tinha um pouco de receio de usar as tecnologias (vamos comprar um bem simplesinho que só fale) está dando bandeira pelo whatsapp, faz e atende chamada de vídeo e voz, num crescimento na sua autoconfiança que me orgulha. Já está entendendo meus estrilos com os aparelhos de alta tecnologia, pois está tendo a mesma reação que eu quando uma coisa que quer fazer não dá certo. Ela reclama em voz alta ou com grito, olho para ela e ela para mim e caimos na risada.
Falando na companheira, ela trabalhava como diarista em uma vizinha. No mês de Novembro passado, foi acometida de doença e atualmente está de benefício pelo INSS até 2022. Apesar de não estar podendo receber pois não tinha feito cartão, estamos tranquilos pois sabemos que está amparada.
Falei no up grade tecnológico da  companheira e tenho que falar do meu. Sempre tive receio de usar a Internet Banking. Por duas razões: medo de fraudes e de não poder ir uma ou duas vezes à cidade de Santa Maria. Pois então, já cadastrei duas contas para desconto automático e me ambientei para pagamento das contas através do aplicativo.
Por força de um regime alimentar voluntário, substituimos os pães de farinha branca no final de fevereiro. Estávamos comprando somente de centeio ou integral. Mesmo assim com consumo restrito. Pois num lampejo nos veio a ideia de termos nossa própria padaria  e compramos uma panificadora com a qual fazemos nossos próprios pães. Pois não é que isso ajuda num intervalo maior das idas ao supermercado? O pão é o item que mais à miude nos faz ir às compras.
Falei no início dessa série em escabelar-se pelos problemas econômicos (empresas) e oporunidades. Pois bem, Muitas farmácias de Santa Maria, outro gargalo meu, que não tinham teleentrega, agora estão fazendo numa mudança muito salutar para todos.
E aí lembro dos meus impulsos. Na última vez que comprei remédios, conforme o desconto que teria direito, comprei para dois ou três meses.
Pequenas coisas, aparentemente sem nexo com a situação atual, mas estão contribuindo para eu estar mais confiante e poder enfrentar melhor esse período que eu acredito que será longo pelas decisões erradas de um comandante governamental que teima a atirar o navio País contra um iceberg, bradando "é só um gelinho".
O que fez com que nossa família agisse assim? Deus? Seja Ele da cor que for, da religião que o adote, de símbolos que sejam adorados. Seus representantes? Jesus ou todos os outros com a mesma história? Espíritos Superiores do Espiritismo? Os Xamãs dos nossos ditos selvagens? Os meus Amparadores que já me deram sobejos motivos para até dialogar com eles mentalmente em várias outras situações de aflição, angústia e até de alegria?
Não sei. Só sei que quando a gente busca razões para determinados fatos, só olhamos para o lado ruim. Será que não são esses nossos benfeitores que nos puxam as orelhas ou nos protegem?
Nesse tempo de muitas perguntas, fica mais uma pergunta sem resposta clara, cristalina e devida...

sábado, 28 de março de 2020

Pandemônio da Pandemia.

É ou não um pandemônio essa Pandemia do Corona virus?
 Esse é o nome popular, mas como é um virus entonado, com grife, status PAN, rebatizaram-no de CONVID 19. Pomposo não?
 Letal também.
Virou tudo de cabeça pra baixo, ou o que meu pai dizia de ponta cabeça, tudo, MAS TUDO MESMO, O QUE EXISTE NO MUNDO.
 De trato com a saúde à total ausência desse serviço público; da balela do estado mínimo à pergunta de qual deve ser seu necessário tamanho; de valor humano ao valor material de cada humano; de fronteiras abertas no globalismo às fronteiras fechadas entre vizinhos; de o que é prioritário ao o que pode ser postergado; do entendimento entre as pessoas ao ferrenho resentimento; do desalento diante da situação à busca de oportunidades legais; do amor incondicional ao desamor total entre os seres ditos humanos...
Mexeu com as cabeças, com metas, com necessidades, com prioridades, com brios, com entendimentos...
Está deixando muitas perguntas sem as respostas claras, cristalinas e devidas para redirecionar a vida humana neste planeta hospital.
A chacoalhada é tão grande, que até acredito que estamos sendo reorganizados pelas forças que o  regem pelos desvios palpáveis de uma conduta humana ou coletiva - grupos, cidades, estados, etnias, países, regiões, blocos econômicos e globalização - perdida entre o SER e o TER; entre o EGO e o coletiva.
Estamos todos presos em nossas casas, senão fisicamente, mas ao menos com o pensamento aos nossos entes queridos.
Estamos estabelecendo rotinas para aguentar fisica e emocionalmente, para agirmos sensatamente no trato com a nossa saúde, de nossos filhos, dos nossos amigos, dos nossos vizinhos e por que não, com a coletividade que nos cerca.
Nesse estabelecimento de regras, coloquemos pensamentos sobre o que REALMENTE ESTAMOS FAZENDO NESSE PLANETA, COM ESSAS PESSOAS QUE NOS CERCAM, NOS LUGARES EM QUE JÁ PASSAMOS, NOS LUGARES QUE  ESTAMOS ATUALMENTE...
Terá sido mero acaso?

Fica mais uma pergunta sem resposta clara, cristalina e devida...