Analisando os acontecimentos que impactaram em minha vida e da minha famíli em Itaara, dei-me conta de diversos fatos que de uma maneira ou outra criaram condições para que a companheira e eu ficássemos protegidos e isolados com toda a segurança.
Moro em condomínio horizontal com um fator primordial nestes tempos: pouquíssimo trânsito de pessoas estranhas. Só o contato com o pessoal de serviços de que necessitamos. Os espaços são amplos e nem todas as casas são habitadas pois a maioria ainda é de residências de veraneio.Éo nosso Éden, nosso Paraíso.
Em fevereiro deste ano, nossa filha que morava conosco juntamente com as filhas, resolveu inesperadamene mudar-se para a casa do pai da filha menor. Mudança radical que nos pegou de surpresa, apreensão e certa tristeza pelo natural afastamento das netas que desde o nascimento estiveram sempre no nosso lado.
Mas essa cortada de umbigos múltipla, com a incisão cirúrgica de um ninja nipônico, foi fundamental para termos agora o distânciamento ideal de nossas meninas e o amparo logístico feito pela fílha e genro facilitado pelo uso de veículo.
Esse distanciamento é cruel e extremamente necessário. Dolorido, é apaziguado pelos momentos em que fazemos chamadas de vídeo com elas e ouvimos "schoitch (boanoite) ámo pechoo (beijo) da pequenina Allana. A Aylla é mais tagarela e já sabe interagir pelo cel e nos dá a alegria de poder conversar e explicar a ela o por quê da separação. Dois anjinhosem nossas vidas.
No início de Março/2020, resolvemos assinar a Netflix, para assistirmos filmes pois nos canais dos pacotes a renovação dos títulos é muito mais lenta e as séries você não comanda. Ponto positivo para entretenimento durante esse calvário.
Falei em chamada de vídeo. Outra coisa que impactou positivamente no nosso retiro forçado. O celular antigo da companheira havia estragado e estávamos pensando em comprar um novo. Pois num impulso, fizemos um up grade pra ela no início de março e ela que tinha um pouco de receio de usar as tecnologias (vamos comprar um bem simplesinho que só fale) está dando bandeira pelo whatsapp, faz e atende chamada de vídeo e voz, num crescimento na sua autoconfiança que me orgulha. Já está entendendo meus estrilos com os aparelhos de alta tecnologia, pois está tendo a mesma reação que eu quando uma coisa que quer fazer não dá certo. Ela reclama em voz alta ou com grito, olho para ela e ela para mim e caimos na risada.
Falando na companheira, ela trabalhava como diarista em uma vizinha. No mês de Novembro passado, foi acometida de doença e atualmente está de benefício pelo INSS até 2022. Apesar de não estar podendo receber pois não tinha feito cartão, estamos tranquilos pois sabemos que está amparada.
Falei no up grade tecnológico da companheira e tenho que falar do meu. Sempre tive receio de usar a Internet Banking. Por duas razões: medo de fraudes e de não poder ir uma ou duas vezes à cidade de Santa Maria. Pois então, já cadastrei duas contas para desconto automático e me ambientei para pagamento das contas através do aplicativo.
Por força de um regime alimentar voluntário, substituimos os pães de farinha branca no final de fevereiro. Estávamos comprando somente de centeio ou integral. Mesmo assim com consumo restrito. Pois num lampejo nos veio a ideia de termos nossa própria padaria e compramos uma panificadora com a qual fazemos nossos próprios pães. Pois não é que isso ajuda num intervalo maior das idas ao supermercado? O pão é o item que mais à miude nos faz ir às compras.
Falei no início dessa série em escabelar-se pelos problemas econômicos (empresas) e oporunidades. Pois bem, Muitas farmácias de Santa Maria, outro gargalo meu, que não tinham teleentrega, agora estão fazendo numa mudança muito salutar para todos.
E aí lembro dos meus impulsos. Na última vez que comprei remédios, conforme o desconto que teria direito, comprei para dois ou três meses.
Pequenas coisas, aparentemente sem nexo com a situação atual, mas estão contribuindo para eu estar mais confiante e poder enfrentar melhor esse período que eu acredito que será longo pelas decisões erradas de um comandante governamental que teima a atirar o navio País contra um iceberg, bradando "é só um gelinho".
O que fez com que nossa família agisse assim? Deus? Seja Ele da cor que for, da religião que o adote, de símbolos que sejam adorados. Seus representantes? Jesus ou todos os outros com a mesma história? Espíritos Superiores do Espiritismo? Os Xamãs dos nossos ditos selvagens? Os meus Amparadores que já me deram sobejos motivos para até dialogar com eles mentalmente em várias outras situações de aflição, angústia e até de alegria?
Não sei. Só sei que quando a gente busca razões para determinados fatos, só olhamos para o lado ruim. Será que não são esses nossos benfeitores que nos puxam as orelhas ou nos protegem?
Nesse tempo de muitas perguntas, fica mais uma pergunta sem resposta clara, cristalina e devida...
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